FIQ 2010

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SUSTENTABILIDADE NA FIQ 2010

Publicado em 03/05/2010.

Expositores do evento foram ainda selecionados para mostrar projetos inovadores na quarta edição do PIIM – Projeto da Inovação da Indústria Moveleira, que reuniu inovação e sustentabilidade em 33 protótipos. Nesta mesma linha, o grupo de empresas que formam a TexBrasil Décor, capitaneadas pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Textil) mostraram novos tecidos que aliam conceitos sustentáveis, envoltos à criatividade e à tecnologia de ponta.

A multinacional brasileira Sayerlack selecionou para expor no PIIM produtos que levam aplicação de tintas e vernizes com proteção antimicrobiana. Tecnologia desenvolvida pela empresa permite que o componente antimicrobiano seja adicionado às tintas e vernizes no processo de fabricação, conferindo a ação defensiva ao produto durante toda a sua vida útil. Para atender às especificidades do mercado moveleiro, a empresa desenvolve pesquisas que contribuem para nortear as novas criações. “Procuramos nos antecipar às necessidades do mercado moveleiro lançando inovações freqüentes com base no que aferimos em nossas pesquisas”, informa o diretor de vendas, Reinaldo Coelho.

Outra inovação criada para enriquecer a produção da indústria moveleira foi apresentada pela empresa gaúcha, Artecola. O revestimento composto por partículas biodegradáveis e fibras vegetais oriundas da cana de açúcar traz sustentabilidade ao material utilizado para revestir paredes, móveis ou ser utilizado como divisória de ambientes. A necessidade de aliar inovação com resultados para a indústria moveleira move os trabalhos da Artecola, afirmou Luiz Varella, gerente comercial.

Para oferecer melhor acabamento aos processos de pintura de painéis, a empresa de Arapongas, Adex, desenvolveu a técnica que alia a utilização de três componentes para coloração dos aglomerados: a massa, o primer e o verniz com alto brilho. A combinação dos elementos levou em consideração a praticidade na hora da aplicação com a necessidade de dar melhor acabamento às peças. A indústria moveleira é bastante exigente quanto ao oferecimento de produtos que sejam práticos, de fácil aplicação e que resultem em bom acabamento, informou o gerente de desenvolvimento, Wilson Souza Franco. 

Mostra Têxtil Brasil
Fibras de bambu, resíduos de linho e até garrafas pet foram incorporados pela indústria têxtil no desenvolvimento de novos tecidos, aliando conceitos sustentáveis, de beleza e conforto no mesmo produto. As inovações ecologicamente corretas fizeram parte da Mostra TexBrasil Décor, promovida pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Textil) presente na sétima edição da FIQ.

Com 13 anos de fundação, a TexBrasil Décor é formada por 21 empresas que juntas trabalham com o objetivo de proporcionar maior visibilidade aos tecidos de decoração de empresas brasileiras, demonstrando o quanto é indiscutível a qualidade dos tecidos desenvolvidos com criatividade e tecnologia de ponta. O grupo tem uma produção estimada de 2,5 milhões de metros de tecidos por mês, distribuídos em jacquards, chenille, maquinetados, rústicos, rendas, voil, organzas, matelassê e black-out, que são utilizados na confecção de cortinas, estofados, revestimentos, tapeçaria e artigos de cama e mesa, entre outros, no Brasil e no exterior.
O poliéster presente nas garrafas pet, por exemplo, tem sido aproveitado pela empresa de Campinas, Fiama, para composição dos tecidos da linha Ecotec. Outra forma sustentável de elaboração de novos tecidos é a utilização da viscose proveniente da celulose, considerada uma fonte renovável e biodegradável de matéria-prima. Sua combinação com o algodão e o linho dá origem ao tecido da linha Rústico, bastante requisitado para revestimento de estofados.

A empresa carioca Leslie desenvolveu a técnica de reaproveitamento da fibra de linho para criar o tecido Eco Leslie. Desde o seu cultivo, a planta que origina o linho não recebe a utilização de defensivos agrícolas, o que evita a agressão do solo. Durante seu processo de fabricação, a empresa trabalha com a redução no consumo de energia e não utiliza água nem produtos químicos no seu acabamento. Como produto final, é possível obter um tecido com textura macia e leve brilho.

Cada vez mais valorizado pelas indústrias em geral, a fibra de bambu também passou a ser utilizada na fabricação de tecidos, conferindo qualidades exclusivas aos produtos como a propriedade antibacteriana, a qual inviabiliza a proliferação de microorganismos onde o bambu é aplicado. A empresa de Americana, Temar Textil, combina a utilização das fibras de bambu com o algodão para criar um tecido 100% composto por fibras naturais. Desta combinação surge um material que não amassa, com tons reluzentes e que não desgasta com o uso. Até o meio do ano, a empresa espera lançar o tecido 100% feito com a fibra de bambu. “Estamos em processo final de desenvolvimento e apostamos muito no sucesso desse tecido”, afirmou Eric Martins, diretor da Temar.  

 

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